Notícias

21/05/2020 19:26

Contratos Suspensos: Em reunião na Casa Civil, Sintep cobra prazo para auxílio de professores do Estado de MT

Cidades

CONTRATOS SUSPENSOS

Em reunião na Casa Civil, Sintep cobra prazo para auxílio de professores

FacebookPrintgoogle plus
Vitória Lopes

vitoria@gazetadigital.com.br

Chico Ferreira

Chico Ferreira

 

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) participou de uma audiência, nesta manhã de quinta-feira (21), com o secretário da Casa Civil, Mauro de Carvalho. A entidade cobrou na reunião respostas para os professores interinos, que seguem com contratos suspensos.


Na última quarta-feira (20), os profissionais foram até o Palácio Paiaguás para chamar a atenção do governo. Com cartazes escrito “a fome não espera”, professores interinos estão com os contratos suspensos devido à pandemia do coronavírus.


A audiência também contou com a presença da secretária de Estado de Educação (Seduc), Marioneide Kliemaschewsk e o secretário de Gestão do Estado, Basílio Bezerra. Três pontos urgentes foram abordados pelo sindicato, como contratação dos candidatos a contratos temporários da Seduc, auxílio emergencial para os trabalhadores da educação e prorrogação da aplicação da alíquota previdenciária.

Leia também - Com contratos suspensos, professores padecem na pandemia


De acordo com o presidente do Sintep, Devair Pereira, a prioridade é agilizar o auxílio emergencial para os professores interinos, entretanto, esse problema não teve nenhum avanço na reunião.


Contudo, Pereira comenta que a situação dos trabalhadores da educação que não tem vínculos e renda pode mudar. “A única questão que avançou um pouquinho foi a inclusão dos trabalhadores da educação que não tem vínculos e renda, para o recebimento de cesta básica, com base no cadastro da Seduc, mas ainda não tem a data definida da distribuição”, comenta.


O presidente relata que a pasta ficou de fazer um levantamento para rever a questão do auxílio e criar também um benefício que contemple outras secretárias que estão passando pelo mesmo problema na pandemia do coronavírus, como a do turismo.


O Sintep ainda cobrou prazo para o levantamento. “Ainda não saiu uma data concreta, com base no levantamento, para ver o impacto financeiro e ver a viabilidade, e não ficou assegurado nada de concreto. Mas ficaram de fazer o levantamento e o governo dar algum retorno”.


Pereira volta a lembrar da difícil situação em que se encontram mais de 10 mil profissionais, que estão em casa sem receber. O Sintep chegou até mesmo a fazer campanhas para distribuir cestas básicas para os professores e suas famílias.


“Nossa prioridade é resolver o caso das pessoas que não tem o que comer. Até falei para o secretário, o senhor tem que ir la no Sintep na hora em que estão buscando as cestas, pro senhor ver o que é dificuldade. Não dá pra postergar quem não está tendo nada em casa”, cobrou.

 

O secretário Mauro Carvalho, por sua vez, endossou o argumento do governador Mauro Mendes (DEM) de que a manutenção dos contratos incorreria em improbidade administrativa,a já que os professores não estão atuando. Porém, afirmou que o governo está sensível com as dificuldades dos profissionais.

 

Segundo explica a Seduc, com as aulas suspensas, em razão da pandemia do coronavírus, escolas que mantiveram a greve em 2019 não haviam iniciado o período letivo. Por conta disso, os profissionais não chegaram a ser contratados para atuar nessas unidades.

 

Já nas escolas em que o ano letivo teve início em fevereiro, os contratos foram firmados e, de acordo com Mauro Carvalho, serão mantidos, mesmo sem previsão de retorno às aulas.

FONTE: https://www.gazetadigital.com.br/editorias/cidades/em-reunio-na-casa-civil-sintep-cobra-prazo-para-auxlio-de-professores/616963


Crie seu novo site AgenSite
versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo