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03/01/2020 09:42

Nomofobia: Não larga o celular? Você pode sofrer de nomofobia! Veja sintomas e riscos

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Não larga o celular? Você pode sofrer de nomofobia! Veja sintomas e riscos

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Você sabe o que é nomofobia? Esse transtorno é cada vez mais comum no mundo conectado de hoje e diz respeito ao medo irracional de ficar longe do celular. Se acabou a bateria, não tem sinal ou internet e isso te causa um verdadeiro desespero, pode ser que você tenha a síndrome da dependência digital.

A nomofobia pode ser expressa no medo irracional de ficar sem celular
Divulgação/Shutterstock
A nomofobia pode ser expressa no medo irracional de ficar sem celular

De acordo com a Pesquisa Anual do Uso de TI nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas, até o fim de 2019, o país terá 420 milhões de aparelhos digitais ativos, o que corresponde a dois dispositivos por habitante.

Esse crescimento no uso de smartphones pode ser positivo por um lado, pois esse tipo de aparelho facilita a comunicação nos dias de hoje, possibilitando um fluxo maior de informações mesmo entre grandes distâncias. Por outro lado, pode ser muito prejudicial à saúde, gerando transtornos psicológicos como a nomofobia .

As redes sociais são as maiores causadoras desse tipo de vício . Quando as pessoas fazem publicações, muitas delas querem sempre conferir quantas curtidas ou compartilhamentos tiveram, o que contribui para o excesso no tempo de uso. É comum também que o indivíduo comece a viver em função da sua “vida virtual” e esse contato mais intenso pode ir gerando efeitos como dificuldade em socializar, estresse, ansiedade e depressão.

Proveniente do termo em inglês, “No Mobile Phobia”, a nomofobia é danosa não só no aspecto psicológico, mas também físico. Algumas das consequências para o corpo são fadiga, sedentarismo, dores musculares, distúrbios do sono e problemas oculares. Além disso, o uso dos celulares ao mesmo tempo em que se dirige automóveis pode levar à falta de atenção e acidentes no trânsito.

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Crianças também são vítimas da nomofobia

Segundo Sueli de Oliveira, coordenadora pedagógica da unidade Guará do Colégio Objetivo DF, até as crianças estão sucetíveis a sofrer com essa síndrome do medo de ficar longe do celular ou o eletrônico.

“Estamos em plena era tecnológica e as crianças desta geração já crescem com um tablet na mão, porque muitos pais querem tranquilidade e, por isso, apelam para os eletrônicos”.

Ela alerta que o vício ocorre na medida em que as crianças não querem mais brincar, correr e pular com os amigos num parque, porque preferem estar na realidade virtual.

“A maioria dos alunos que recebemos na escola apresentam prejuízos grandes, principalmente na coordenação motora ampla. Eles não têm destreza para correr e se exercitar, além de alguns ainda apresentarem dificuldades de se relacionar, porque estão imersas nos celulares e não interagem com os demais colegas e familiares”, relata a coordenadora.

Conforme uma pesquisa divulgada pela Associação Americana do Coração (AHA), crianças de 8 a 18 anos passam cerca de sete horas por dia com dispositivos eletrônicos, tempo que se não for reduzido, pode comprometer o desenvolvimento físico e intelectual. Os pequenos também ficam mais propensos a um estilo de vida sedentário, que provoca obesidade, doenças cardiovasculares ou diabetes.

Para a OMS (Organização Mundial de Saúde), crianças de até 5 anos não devem passar mais de 60 minutos por dia em frente a uma tela. Quando se trata de bebês de até 12 meses, a recomendação é de não haver uso de eletrônicos.

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Como desconectar

Para quem pensa no problema da nomofobia, a solução parece simples: é só reduzir o tempo gasto com aparelhos eletrônicos . Entretanto, essa atitude pode representar um desafio, já que vivemos num mundo completamente globalizado e todos ao nosso redor parecem estar conectados.

Segundo a diretora dos Seminários Insight em Brasília, Stéphanie Brasil, “parece quase impossível não estarmos conectados, mas tomado algumas pequenas atitudes é possível fazer um uso mais consciente tanto dos aparelhos quanto das redes sociais. Primeiro, prestar atenção aos comentários ou mesmo consultar amigos e familiares sobre como eles percebem sua relação com o celular”.

Ela explica  que o feedback externo é importante e pode ser o pontapé inicial para uma mudança. “Às vezes, se a pessoa escuta que ela não para de mexer no celular, que as outras pessoas não estão conseguindo interagir e se comunicar de maneira satisfatória, pode ser que ela se conscientize de que algo precisa mudar”.

O facilitador dos Seminários Insight, Jacques Giraud, deixa um conselho: “Quantos carregadores de celular as pessoas costumam ter? Um em casa, outro no trabalho, um na bolsa e mais um carregador dentro do carro. Não podemos deixar de estar conectados com o celular, mas quando é que conseguimos olhar o próprio carregador interno? É preciso ter tempo também para descansar, repor as energias e conectar consigo mesmo.”

Fonte: IG Saúde

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